Manual do desenvolvedor
De Projeto TrackSource
Conteúdo
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[editar] Contribuindo para o projeto
[editar] Introdução
Há basicamente duas formas de contribuir.
Na primeira, com o seu GPS, você pode colher pontos de interesse ou traçados de ruas/avenidas/praças/etc e enviar para o desenvolvedor. Neste caso, é função do desenvolvedor adicionar as informações que você enviar ao mapa da cidade/estado. É conveniente que você procure enviar as informações já de acordo com o padrão do grupo. Nas seções abaixo você verá como colher e formatar as informações, e também como descobrir quem é o desenvolvedor de uma cidade ou estado.
Na segunda forma, você pode tornar-se o desenvolvedor de uma cidade ou estado. Nas seções abaixo estão descritos os procedimentos para se tornar um desenvolvedor, bem como todas as responsabilidades da função.
[editar] Fluxograma de Desenvolvimento
Fluxograma -> [1]
[editar] Colhendo tracks e waypoints e enviando para o Desenvolvedor
Você pode ajudar muito ao projeto, simplesmente registrando as trilhas e waypoints por onde você for passando. Elas ajudarão no georreferenciamento dos mapas e na inclusão de novos pontos de interesse (POIs). Tome o cuidado de colher o maior número de informações possíveis e sendo o mais preciso. Por exemplo, se for em um restaurante, registre além do nome, o tipo de comida, endereço completo e telefone. Ao registrar um percurso, se for dentro de cidade ou tiver muitas curvas, use períodos de 2s, senão, pode deixar em 4s. Se o seu gps permitir, ajuste o método de gravação de tracklog para AUTO e o intervalo para NORMAL. Procure sempre formatar antes de enviar para o desenvolvedor, pois somente você sabe exatamente como era a trilha ou o waypoint.
Uma forma alternativa para traçar vias urbanas, rápida e que dá ótimos resultados, se você estiver com boa recepção de sinais (erro inferior a 10 metros), é "passear" de carro pelas ruas horizontais e verticais,anotando (ou gravando) os nomes e tipos das vias e fazendo um rascunho do mapa numa folha fixa numa prancheta. Quando descarregar os dados no GTM, crie um waypoint em cada cruzamento e apague os tracklogs. Depois,com a ferramenta lápis, desenhe segmentos de reta unindo estes waypoints, conforme o rascunho, e formate tudo. Nos locais onde o sistema viário tem a figura de uma malha (maioria) isto funciona muito bem. Se a recepção não estiver muito boa (erro superior a 10 metros) faça estes trajetos mais de uma vez e marque os waypoints no ponto médio dos tracklogs nos cruzamentos. Quando as vias têm traçado irregular (minoria), o jeito é usar os tracklogs mesmo, traçando linhas médias. Durante o "passeio" você também pode ir coletando os pontos de interesse, anotando ou gravando do que se trata, sem esquecer de registrar de que lado da via está o POI, para que você, quando estiver formatando, possa fazer um pequeno deslocamento manual do POI para o lado correto da via, evitando que ele fique representado no eixo da rua, o que além de ser incorreto, atrapalha a visualização.
[editar] Como formatar no padrão do grupo
Para formatar os dados de acordo com o padrão do grupo, você deve seguir o indicado no arquivo PADRAO.HTML, que pode ser baixado aqui. Observe que não devem ser colocados pontos após as abreviaturas, pois isso aumenta o tamanho do arquivo e não acrescenta informação alguma. Além disso, há um padrão de abreviaturas, que devem ser utilizadas sempre que possível, diminuindo o tamanho do arquivo e facilitando a exibição na tela do GPS. O padrão de abreviaturas pode ser consultado aqui. Exemplos: 'R Dr Arthur da Silva' 'Av D Pedro I' 'Rod Pres Bernardes'
[editar] Como descobrir para quem enviar
[editar] Descobrindo o Desenvolvedor
Na seção de Desenvolvimento,do site do Projeto Tracksource, clique no botão 'Mapas'. Na página que será carregada, selecione o estado desejado e clique no botão 'ProcessaEstado'. Ao lado do botão aparecerá o nome e o e-mail do desenvolvedor do Estado. Para saber o desenvolvedor de um município, selecione na lista de municípios aquele que você procura e clique no botão 'ProcessaMunicípio'. Ao lado do botão será exibido o nome e o e-mail do desenvolvedor. Se o município que você busca não estiver nesta lista, significa que ele ainda não possui desenvolvedor. Se você deseja tornar-se desenvolvedor, informe-se como no próximo item desta seção.
[editar] Descobrindo o Compilador
Para saber para quem é o compilador, entre na seção de Desenvolvimento,do site do Projeto Tracksource, e clique no botão 'Compiladores'. Será exibida uma tabela com os nomes e endereços de e-mail dos compiladores de cada um dos produtos do Projeto Tracksource.
[editar] Como tornar-se Desenvolvedor
Verifique se já há um desenvolvedor para o Estado ou Cidade que lhe interessa. Para isso use as informações do item 1.2.2.1 e verifique sejá há um desenvolvedor para o Estado ou Município desejado.
Se não houver, você pode fazer o pedido do mapa base, e tornar-se desenvolvedor. Para isso, na seção de Desenvolvimento,do site do Projeto Tracksource, entre com o seu e-mail no primeiro campo disponível e a seguir, clique no botão 'Solicita Mapa Base'. Será enviado um e-mail com o link para a página que permitirá a escolha do mapa.
Observação: você deve possuir um cadastro como desenvolvedor. Se não possuir este cadastro, entre com o seu e-mail e clique no botão 'Cadastra Desenvolvedor' e siga as instruções do e-mail que será enviado, para completar o seu cadastro.
Se já existir um Desenvolvedor da cidade, entre em contato e solicite informações sobre como ajudar. Algum tempo após efetuar a solicitação, será enviado para você o Mapa-Base do município.
Se você tem algum tipo de antispam certifique-se de liberar os endereços do grupo tracksource, dos moderadores da lista, desenvolvedores e compiladores, para que você possa receber a mensagem com o Mapa-Base e outras informações importantes.
Ao aceitar tornar-se desenvolvedor ou vice-desenvolvedor de um município ou estado, você assume a responsabilidade de prestar informações à todos aqueles que quiserem contribuir com o mapa sob sua responsabilide. É importante confirmar o recebimento das contribuições e fornecer uma previsão realista para a inclusão das contribuições recebidas no mapa. É fundamental informar o colaborador, de forma cordial e polida, sobre quaisquer problemas/dificuldades que impeçam a inclusão das contribuições no mapa, qualquer que seja a razão. O TrackSource funciona baseado no voluntariado, e todos aqueles que contribuem devem ser incentivados a continuar contribuindo. Não fornecer o retorno adequado pode desestimular colaboradores.
[editar] Mapa-Base
O Mapa-Base é um mapa com os limites do município (fronteiras), segundo orientação do IBGE e com os POIs referentes à cidade e povoados.
Apesar de não ser (muito) difícil criar um mapa base, existem certas regras de formatação que devem ser seguidas. Além disso, é fundamental que não haja superposição de fronteiras entre municípios vizinhos. Por isso é que há somente uma pessoa responsável pela confecção ou alteração de todos os mapas-base do Projeto. Este coordenador é o único que deve alterar ou criar novos mapas base, para evitar problemas.
Coisas que o desenvolvedor NÃO PODE fazer no mapa base:
- Alterar as fronteiras dos municípios ou estados. - Colocar dados fora das fronteiras do município ou estado (mesmo que não ultrapasse o mapa amarelo) - Alterar o nome do arquivo. O mapa base deve ser enviado para o compilador sempre com o seu nome original.
Para fazer ajustes nas fronteiras, será necessário o envio de uma proposta ao Coordenador, que poderá ou não aprovar.
Coisas que o desenvolvedor PODE fazer no mapa base:
- Alterar as linhas da costa.
Se você ajustar a linha da costa, lembre-se de enviar ao Desenvolvedor Estadual para que ele ajuste o mapa estadual também.
[editar] Envio das informações
Mantenha o Mapa-base com o mesmo nome que você recebeu:
Padrão: nnnnnnnn-nome_cidade.gtm onde nnnnnnnnn é o código do IBGE
Depois que o mapa estiver "pronto" e sem erros (passado pelo validador), ele deverá ser enviado ao Compilador para ser compilado e juntar-se ao projeto.
[editar] Construindo um mapa
[editar] Qual a melhor forma de gravar tracklogs
Procure registrar tracks usando, se possível, uma antena externa para melhorar a precisão. Na maioria das vezes é necessário passar mais de uma vez pela mesma rua ou conjunto de ruas para depois fazer uma média dos tracks. Você vai notar que, passando pela mesma rua várias vezes,os tracks obtidos dificilmente coincidem. Caso as ruas sejam retas,você pode usar os pontos médios dos cruzamentos das ruas para traçá-las. O resultado será melhor.
Procure também usar sempre o mínimo possível de segmentos para representar as ruas, avenidas, estradas, limites, etc. Quanto mais segmentos tiverem, maior fica o mapa, e mais trabalho o GPS vai ter para traçá-lo na tela. Quando o GPS está registrando um track, mesmo que seja de um pedaço bem reto de uma rua, estrada ou avenida, ele costuma usar mais segmentos do que o necessário. Cabe ao desenvolvedor verificar os tracks levantados e simplificá-los caso necessário. É preciso manter um compromisso entre a precisão da representação e o tamanho do mapa.
Recomenda-se também fazer o levantamento e construção do mapa por partes/regiões, isto é, escolha uma região pequena, faça o levantamento dos tracks desta região, formate-os e coloque-os no mapa. Concluída uma região, passe para a próxima. Assim o trabalho fica organizado, e evitam-se esquecimentos...
Siga sempre a formatação que consta no padrão do grupo. Caso tenha alguma dúvida, recorra ao grupo de discussão tracksource do Yahoo.
[editar] Usando mapas
[editar] Importância do georeferenciamento
Somente o georreferenciamento perfeito, ou quase, garante que o que você traçar está no lugar correto. SEMPRE antes de começar a traçar, confira com alguns tracks e waypoints que o mapa está bem referenciado. Não há nada mais frustrante que descobrir que todo o seu trabalho de um mês ou mais não presta para nada porque o mapa estava fora de posição.
Outro cuidado que se deve ter é verificar se o mapa está perfeito. É muito comum encontrar mapas completíssimos mas que estão torcidos, desproporcionais, etc. Sempre confira com alguns tracklogs e, de preferência, que atravessem todo o mapa.
[editar] Como transferir informações do Autocad
É muito comum encontrarmos mapas elaborados nos formatos dwg (AutoCad)ou dgn (MicroStation) e estes podem ser transformados em arquivos que possam ser utilizados no GPS TrackMaker, mas nem todos estão originalmente aptos para sofrerem esta transformação. Para unificar os procedimentos, os arquivos dgn devem ser inicialmente abertos no MicroStation e salvos como dwg. Para estes procedimentos será necessário o conhecimento prévio da operação básica do Autocad.
[editar] Ajustando antes de transferir para o GTM
- Ajustando a Escala : Deve ser verificado se o arquivo está na escala UTM, ou seja, 1 unidade = 1 metro. Para tanto será necessário medir a distância entre 2 pontos cuja ordem de grandeza possa ser estimada. Por exemplo: a distância entre 2 vias paralelas deu ma cidade pode ser da ordem de 200 ou 300 metros, mas nunca 200 ou 300km ou 200 ou 300 cm. Caso seja observado que a distância medida não corresponde à unidade metro, todas as informações do arquivo devem ser escaladas (comando Scale) utilizando o fator multiplicativo adequado.
- Corrigindo o Norte : Deve ser observado se a orientação do mapa corresponde à orientação padrão do GTM, ou seja,norte na vertical. Caso seja verificado (os mapas geralmente contém uma seta indicando o norte) que esta orientação não corresponde à desejada,deverá ser medida (com a ferramenta de medição de ângulos do CAD) esta declinação e utilizada a ferramenta Rotate para girar todos os elementos do mapa.
- Corrigindo a Posição : Deve ser verificado se a origem das coordenadas do arquivo corresponde à origem da quadrícula UTM que contém a área em questão. Para tanto devem ser conhecidas as coordenadas UTM de pelo menos um ponto que possa ser reconhecido com exatidão no mapa (Exemplo: ponto de cruzamento de 2 vias). Caso seja observado que as coordenadas deste ponto no arquivo dwg não corresponde às coordenadas UTM do local, todas as informações do arquivo devem ser deslocadas (comando Move) de modo a obter-se a coincidência destas coordenadas.
A partir deste ponto a imagem pode ser transferida para uso no GTM.
[editar] Transferindo para o GTM
Vários usuários relataram problemas utilizando os formatos shp e dxf. Muitas vezes o GTM não mostra nada na tela, ou então mostra informações incompletas. Segundo o suporte do GTM, a forma mais segurada de evitar problemas é usar WMF.
- Exportando como wmf : A primeira opção de transformação para utilizar um destes arquivos para suporte à construção de mapas no GTM é exporta-los como imagem wmf, que pode ser inserida como fundo tanto no GTM Pro como no GTM Free. Esta exportação é feita diretamente no AutoCad utilizando a ferramenta Export e selecionando os elementos da área de interesse. O arquivo wmf gerado é uma imagem e necessitará ser referenciada no GTM através de pontos de coordenadas conhecidas ou das coordenadas das extremidades da imagem.
- Convertendo para shp: Outra opção é utilizar softwares específicos que podem ser baixados na internet (Exemplo:CAD2Shape 2.0) que transformam os elementos do arquivo dwg em arquivos shp que podem ser abertos diretamente no GTM Pro ou Free.
- Salvando em dxf: Outra opção é salvar, no AutoCad, o arquivo dwg em dxf, que pode ser aberto diretamente no GTM Pro.
- Convertendo para mif/mid: Mais uma opção é abrir este arquivo dxf em softwares como o GlobalMapper (pode ser baixado na internet) e exporta-lo como arquivos mif/mid ou shp, que podem ser abertos diretamente no GTM Pro ou Free.
Observação: Diferentemente dos arquivos wmf, as entidades dos arquivos shp, dxf ou mif/mid serão abertas no GTM como tracks e waypoints que poderão ser livremente editadas.
[editar] Verificação
É fundamental que os arquivos gerados sejam verificados antes de se iniciar qualquer trabalho sobre eles. Para tanto, após abri-los no GTM, é indicado que sejam parcialmente comparados com tracklogs e/ou waypoints confiáveis.
[editar] Como georreferenciar uma imagem
[editar] Referenciando com o GlobalMapper
GlobalMapper: www.globalmapper.com
Se você tiver uma quantidade razoável de dados já no Trackmaker, ótimo. Caso não tenha, visualize a imagem para fazer o georreferenciamento, note alguns pontos de fácil acesso e facilmente reconhecíveis tanto na foto como quando você estiver no local, como por exemplo uma encruzilhada, uma esquina, um monumento etc... Selecione uns 12 pontos no mínimo, e eles devem estar nos extremos da foto, também podem ter alguns pontos no meio, mas o ideal é que no final todos os pontos selecionados fiquem distribuídos pela imagem. Pegue o carro, vá até o local, pare, faça uma marcação se possível usando o modo average position e prossiga para o próximo. Quando tiver com tudo no GPS volte para casa e passe para o programa GPS TrackMaker(GTM). No GTM, use a opção "salve como" para salvar seus dados no formato DXF para Autocad. Abra o GlobalMapper e carregue o arquivo DXF que está fresquinho. Se abrir um quadro pedindo especificações use: UTM WGS84 METERS ZONE -22 Agora vem a parte legal da coisa FILE ---> RECTIFY (GEOREFERENCE) -Escolha entre arquivo final TIFF ou JPG, eu prefiro JPG pra ficar mais leve no GTM. -Carregue o arquivo de imagem aérea ou satélite -Vai abrir uma janela com 3 vistas, você pode maximizar pra aproveitar melhor a vista. -A da esquerda é uma visão geral da foto a ser georreferenciada, a do meio é a mesma imagem da esquerda que você pode mover e dar zoom, e a imagem da direita é sua fonte de georreferenciamento. -Provavelmente a imagem da esquerda e do meio será sua foto e a imagem da direita será um gráfico vetorizado com seus dados do GTM. Agora você precisa se acostumar um pouco com os controles, brinque bastante com a manipulação de vistas das duas imagens e quando estiver pronto prossiga. -Primeiro, na vista da direita, encontre um ponto de referência que você sabe que é fácil de encontrar na imagem de satélite.
-Na vista do meio, encontre o mesmo ponto de referência, ai basta você clicar em cima do ponto de referência no ponto da vista da direita e depois clicar em cima do mesmo ponto de referência na vista do meio. Exemplo: você coletou um waypoint na esquina de uma importante avenida,ache na vista da direita esse waypoint, e depois na vista do meio, comas duas esquinas à mostra nas duas vistas clique bem em cima da esquina nas duas vistas. -Ai você vai clicar no botão "ADD GCP TO LIST" e o seu ponto de referência para a bendita esquina está registrado. -Prossiga com no mínimo 9, recomendo 12, mas se você quiser fazer uma coisa bonita mesmo pode fazer mais de 60 pontos que ele suporta. -Você pode salvar sua coleção de Pontos de referência para continuar depois, por exemplo, ou mesmo outra coisa. No final clique em OK e o GlobalMapper vai criar uma imagem com o mesmo nome da imagem que você tinha antes com a palavra RECTIFIELD. E assim, sua foto de satélite está prontinha para você brincar no GTM. (considerando-se que você fez tudo direitinho)
[editar] Desenhando o mapa
[editar] Siga o padrão!
A primeira coisa que você deve fazer antes de começar a desenhar um mapa, é descarregar da área de downloads do site do Projeto Tracksource, o padrão de formatação do grupo, no formato HTML (arquivo padrao.html) ou no formato GTM compactado (arquivo 00000001-legenda.gtm). Ambos os arquivos contem informações completas sobre o padrão de formatação. O arquivo 00000001-legenda.gtm mostra o padrão através de exemplos, enquanto o arquivo padrao.html descreve o formato. Os dois arquivos se completam. Observação: no arquivo 00000001-legenda.gtm, ao procurar pela formatação de entidades de linha, use as informações da entidade de linha desejada, e não da sua legenda.
Não fuja do padrão de formatação, pois o mesmo existe para garantir que os mapas funcionem em todos os modelos de GPS. Toda mudança no padrão é resultado de exaustivos testes em diversos modelos de GPS. Caso você tenha alguma sugestão de mudança, submeta-a ao grupo para aprovação e só use-a depois de aprovada. Caso algo que você queira representar no seu mapa não tenha um padrão correspondente, significa quase certamente que este algo não deve ser incluído no mapa. Na dúvida, recorra à lista.
Os conjuntos de mapas Tracksource Municipal e Tracksource Rodoviário são destinados a uso prioritariamente rodoviário. Em função disso, tendo como objetivos diminuir a memória necessária para armazenamento e, ainda, evitar a poluição causada nos visores monocromáticos, deve-se restringir a representação de acidentes geográficos não diretamente relacionados ao uso prioritário, tais como rios pequenos (< 10m de largura), montanhas, lagos, vegetação, etc. Entidades como estas somente devem ser representadas em dois casos:
- quando forem fatores de incentivo ao turismo
- quando afetarem a segurança do trajeto
[editar] Tipos de "entidades"
"Entidade"? O que é isto? Nada sobrenatural... Todas as "coisas"representáveis no mapa são chamadas de "entidades". Assim uma entidade pode ser uma rua, uma avenida, uma praça, um rio, um lago, um ponto de interesse, etc. Há somente três tipos de entidades representáveis num mapa:
- Entidades de ponto: padarias, supermercados, pontos de ônibus,bancos, estacionamentos, farmácias, lojas, prédios públicos, escolas,parques, municípios, etc.
- Entidades de linha: ruas, avenidas, rios, linhas de trem, estradas, etc.
- Entidades de área: lagos, praças, parques, municípios, estados, oceanos, etc
Note que há alguns tipos entidades que se encaixam em mais de uma categoria, como municípios (área e ponto) e parques, por exemplo. Isto ocorre porque os mecanismos de busca do GPS só conseguem localizar entidades de ponto. Assim, para que um município seja localizado, por exemplo, é necessário que haja um ponto representando o mesmo no mapa.
Outra coisa que o desenvolvedor deve ter sempre em mente é que o fato de existir algo que possua representação no padrão, não significa necessariamente que este algo deva ser incluído no mapa. O desenvolvedor deve se perguntar se, dada a finalidade do mapa, é ou não realmente importante para quem usa o mapa saber que este algo está numa dada posição.
[editar] Unidades de desenho (linhas, polígonos e pontos)
[editar] Desenhando e formatando vias (ruas, vias, rios, trilhos, etc.)
- Desenhando uma via
Para desenhar uma via, use a ferramenta "lápis" do GPSTrackMaker (veja o vídeo). Após desenhar a via, é preciso formatá-la, isto é, colocar o nome, escolher o tipo de linha, e TAG de formatação (se necessário) corretos.
Algumas definições importantes para evitar confusão
- via: Uma via é representada no mapa por uma ou mais trilhas. Cada trilha é formada por uma ou mais segmentos de reta. Os pontos que unem cada um desses segmentos são os nós. Uma trilha com dois segmentos tem três nós, uma via com 3 segmentos tem 4 nós, e assim sucessivamente.
- pista: Uma via pode ter uma ou mais pistas. O conceito de pista está ligado à existência de barreiras físicas. Uma pista é separada de outra por uma barreira física. Se não há barreira física, ente só há uma pista. Por exemplo, esta via tem só uma pista, pois não existe barreira física que impeça os veículos de irem de um lado para outro da via. Já esta outra, tem duas pistas, porque há um canteiro no meio que impede os veículos de passarem de um lado para outro da via. As pistas podem ou não ter o mesmo sentido de tráfego. O que importa é a existência de barreira física. O número de pistas da via pode variar de um trecho para outro.
- Como eu formato uma via no TrackMaker?
O nome da via cabe ao desenvolvedor saber. O tipo de linha e a TAG de formatação devem ser escolhidos de acordo com o tipo da via, seguindo o **PADRÃO** de formatação do Projeto.Para formatar vias no GPSTrackMaker, clique com o botão direito na linha desenhada e edite as propriedades de acordo com o **PADRÃO**. Ele esta dividido em várias tabelas, uma para cada tipo de entidade. Cada tabela tem várias colunas, que devem ser utilizadas da seguinte forma:
- Procure a tabela de Entidades de Linha
- verifique que tipo de via você desenhou na coluna Uso para;
- selecione o tipo de via utilizando o indicado na coluna Símbolo trackmaker;
- edite o nome conforme a coluna Exemplo. Há um vídeo, que demonstra esse procedimento, disponível na seção de downloads do site.
- Que tipo de linha eu uso? (coluna Uso para)
As vias urbanas pavimentadas são representadas por diferentes tipos de linhas e níveis de zoom, que procuram reproduzir a importância de cada via no fluxo natural do trânsito local.
Formata_vias.JPG
A princípio, a formatação das vias urbanas deve ser feita conforme suas características físicas como número de faixas, se é semaforizada ou não, etc..., conforme indicado na coluna Uso para do tabela de Entidades de Linha do **PADRÃO**. Esta forma de padronização é suficiente para a enorme maioria dos casos, já que, normalmente, a característica física da via está diretamente relacionada com sua importância na fluidez do trânsito. Mas isso não é uma verdade absoluta, já que existem situações que exigem uma análise diferenciada. Uma conceituação muito utilizada e que deve ser considerada na formatação é:
- Highways: vias de 4 a 8 faixas de tráfego intenso que conduzem tráfego através da cidade, com limites altos de velocidades (80 a 100km/h).
- Artérias : vias largas de grande tráfego que fazem a ligação entre bairros ou são vias de entrada ou saída para a cidade, com limites médios a altos de velocidade (60 a 80Km/h).
- Coletoras : Vias preferenciais de tráfego moderado a intenso que fazem o acesso local às artérias e hw com limites médios develocidade (40 a 60km/h).
- Locais: Vias secundárias de tráfego moderado a reduzido para trânsito local. Limites de velocidade baixo (40km/h).
Como exemplos de exceções, podemos ter:
- uma via larga de quatro pistas, construída somente para o acesso a um prédio, não deve ser formatada como avenida pela largura e sim como via secundária com base em seu tráfego.
- uma via de duas mãos que seja o traçado de uma BR, sendo a única alternativa para atravessar uma cidade, deve ser formatada como artéria pela sua importância.
Um outro aspecto a ser verificado é a continuidade do escoamento. Uma via Highway deve ter contato com uma ou mais vias da mesma classe em pelo menos uma das extremidades para não ficar ilhada. Da mesma forma, uma via da classe Artérias deve ter contato com uma ou mais vias da mesma classe, ou dirigir-se a uma ou mais vias da classe Highway.
Deve-se dar às vias da Highway o significado de corredores de tráfego e, neste caso, só há sentido quando estas vias conectam-se com outras de mesma importância. Isto pode ser facilmente observado com um zoom de 5km. Se o traçado for bem feito, aparecerá uma malha interconectada. Contudo, se o traçado só levar em conta a largura das vias, aparecerão ilhas soltas e pedaços desconexos. Da mesma forma, com zoom igual a 3km, irão aparecer as vias coletoras. Se alguma ficar ilhada, sem se ligar a nenhuma Highway ou outra Artérias, muito provavelmente está mal formatada e deverá ser reduzida a Locais.
- Quantos tracks eu uso para representar uma via (rua/avenida/rodovia/etc.) com duas ou mais pistas separadas por um ou mais "canteiros"?
Use um track para cada pista, mas nunca uma trilha para cada faixa. Indique no mapa também os pontos onde é possível passar de uma pista para outra, conectando as pistas. No caso de vias transversais de acesso a vias de várias pistas, conecte a via transversal à via de várias pistas somente na pista onde elas realmente se cruzam. Qualquer que seja o número de trilhas, a formatação de cada trilha que compõe a via deve ser escolhida de acordo com o tipo da via.
- Cruzamentos de vias
É fundamental que haja um ponto de contato em cada entroncamento. Para garantir a existência deste ponto, quando estiver traçando a via secundária, faça com que seu traçado se prolongue após o ponto de encontro com a via principal. Depois selecione as duas vias (principal e secundária) e utilize a ferramenta Fragmentar Trilhas do GTM. Desta forma a parcela da trilha após o entroncamento será separada do restante e poderá ser selecionada e deletada, garantindo a existência e a exatidão do ponto comum de contato entre as vias. Isso pode ser feito após o desenho de todas as ruas, porém é importante tomar cuidado com o cruzamento de vias com outras entidades de linha ou de área (o GTM vai fragmentar tudo). Veja a seqüência nas imagens abaixo:
1. Após todas as ruas desenhadas, seleciona-se todas e aperta-se na ferramenta Fragmentar Trilhas; 2. A imagem 2 apresenta o resultado das vias fragmentadas, com as "sobras" a serem eliminadas; 3. Seleciona-se todas as sobras a eliminar e aperta-se Del; 4. A última imagem apresnta o resultado final com as vias conectadas.
ruas.jpg
É também fundamental que haja continuidade do traçado de uma via que foi dividida em partes (devido ao limite de 255 pontos por trilha, por exemplo). As vezes, dependendo como tenha sido feita a divisão da trilha, podem ocorrer "vazios" não identificáveis visualmente. Para garantir esta continuidade sugere-se que cada trecho seja selecionado, para indicar o ponto de transição entre as diversas trilhas que podem compor uma via, e aí seja utilizada a ferramenta Arrastar Vértices do GTM, movendo o último ponto da trilha anterior para o primeiro ponto da trilha seguinte. Quando a caixa de diálogo solicitar se você quer unir as trilhas, responda Não caso você esteja no limite de pontos já mencionado. Para que você consiga coincidir exatamente estes pontos é necessário que a ferramenta Detecção de Elementos do GTM esteja acionada.
Novamente, há um vídeo, que demonstra esse procedimento, disponível na seção de downloads do site.
[editar] Desenhando e formatando superfícies (rios, lagos, ilhas, etc.)
Você desenha um polígono para representar superfícies, como área construída, cemitério, parques, rios, lagos, oceano, etc.
Para isso, você usa a mesma ferramenta de desenho de uma trilha, e vai desenhando a figura desejada, lembrando que o último ponto devecoincidir com o inicial, de forma a fechar a figura.
Como eu formato um polígono no TrackMaker?
Para a formatação de polígono, clique com o botão direito na linha desenhada que circunda o polígono e edite as propriedades usando o **PADRÃO** do grupo:
- Procure a tabela de Entidades de Superfície;
- verifique que tipo de via você desenhou na coluna Uso para;
- selecione o tipo de superfície utilizando o indicado na coluna Símbolo trackmaker;
- vá na aba Geral e marque Polígono sem borda. Somente alguns casos excepcionais exigirão borda como as Favelas;
- edite o nome conforme a coluna Exemplo.
Um cuidado especial deve ser tomado no desenho de corpos de água com ilhas. Você deve desenhar a ÁGUA no rio ou lago e ao redor da ilha. A ilha não é desenhada. Ela será representada pelo espaço faltante no corpo de água. Veja a seqüência de exemplo nas figuras abaixo:
1. GTM com um mapa contendo um rio com ilhas (a ilha menor será desconsiderada no exemplo); 2. Faz-se um track (linha) desenhando a água. Em algum momento deve-se atravessar a água para poder contornar a ilha; 3. Ao final do contorno da ilha, deve-se sair da ilha pelos mesmos pontos onde se iniciou; 4. A finalização (fechamento) do polígono deve ser feita exatamente no mesmo ponto onde se iniciou; 5. Depois de feito o polígono entra-se em propriedades e escolhe-se em Polígono o tipo adequado. Depois se vai em Geral e seleciona-se polígono sem borda.
ilha.jpg
[editar] Pontos (POI - Point of Interest e Waypoints)
[editar] Formatando POIs
Como eu formato um POI no Trakmaker?
Para a formatação de POI, clique com o botão direito no POI e edite as propriedades usando o Padrao.html do grupo:
- a) Se o POI for uma cidade, bairro, distrito, localidade, favela ou cadeia de montanha, use a tabela Entidades de Cidades.
- b) Se o POI não for nenhuma das acima, procure a tabela de Entidades de Pontos de interesse;
- verifique que tipo de POI via você desenhou na coluna Uso para. Caso após exaustiva procura, o seu POI não se encaixe em nenhuma categoria disponível, consulte a lista ou fórum para obter maiores informações;
- selecione o símbolo a ser utilizando na coluna Símbolo Trackmaker;
- no campo Nome, coloque a letra indicada na coluna Nome com uma numeração qualquer (O para cidade, bairro, distrito, localidade, favela ou cadeia de montanha, etc e P para os demais);
- edite o comentário conforme a coluna Exemplo. Ver parágrafo abaixo saber POI’s Estendidos.
- Como representação, marque Símbolo com comentário.
ATENÇÃO: Existem algumas convenções que foram adotadas. Veja os exemplos abaixo.
1. Para caixas automáticos (ATM), você deve especificar o nome do banco e colocar a sigla ATM. Exemplos: Bradesco ATM
2. Para agências bancárias, coloque o nome do banco. Exemplo: Bradesco. Para Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal,abrevie colocando BB e CEF.
3. Para postos, coloque a bandeira do posto como em SHELL.Se o posto vender gás natural, coloque GNV depois da bandeira: Ipiranga GNV. Postos sem bandeira devem ser nomeados como POSTO ou GNV.
Isso facilita e muito na busca do Find do GPS.
[editar] POIs estendidos
São POI´s onde o comentário é especial, podendo registrar um maior número de informações, sempre separadas por ponto e vírgula (;). Sua codificação é a seguinte:
Nome do POI;Número do Endereço;Rua;Cidade;CEP e Bairro;Telefone;
Caso não exista valor para um dos campos, o ponto e vírgula devem ser obrigatoriamente colocados.
Ex: Restaurante Glutao;100;Rua Encruzilhada;Maceio;;082-1234-1234
Neste caso falta o "CEP e Bairro".
CEP e Bairro são tratados como um único campo.
[editar] Validação
Antes dos dados serem enviados para um desenvolvedor (no caso de uma colaboração) ou para o compilador (no caso de um mapa), os dados devem ser validados, para que nos certifiquemos de que os dados estão de acordo com o padrão do grupo.
Para realizar esta tarefa, é utilizado o validador, um programa criado especificamente para esta função, que pode ser encontrado na área de downloads do site do Projeto Tracksource.
[editar] Gravando DBX e TXT
Os aplicativos de compilação, validação, edição e conversão (Validador, Conversor, Editor de Nós, etc.) trabalham diretamente com os dados em formato .gtm, o utilizado durante a edição do mapa, logo não é mais necessário converter os arquivos para .txt ou .dbx.
Contudo, caso queira gravar seu arquivo em formato .txt: No GPS TrackMaker, com o arquivo aberto, basta selecionar a opção 'Salvar Arquivo Como' do menu 'Arquivo'. Na janela que se abre,escolhe-se o local onde o arquivo será salvo e seleciona-se em 'Salvar como tipo:' a opção 'Arquivo Texto do GPSTrackMaker (*.txt)' e clica-se no botão salvar.
[editar] Usando o Validador
Execute o programa validador (você deve ter instalado-o previamente, ele pode ser baixado aqui), indique o local onde estão os arquivos que serão validados, escolha o tipo de validação (Municipal ou Estadual) clique no botão 'Valida' e aguarde a execução do processo de validação.
Ao final, verifique se existe, no mesmo diretório do(s) arquivo(s) validado(s), arquivo(s) .html com o(s) mesmo(s) nome(s). Isto indique que o Validador encontrou erros.
Encontrando erros, corrija o arquivo GTM, salve-o novamente e execute novamente o processo de validação. Isto deve ser feito até que a validação não encontre nenhum erro.
[editar] Enviando o arquivo
Roteiro para envio de mapa para compilação
Quando o arquivo estiver sem erros, ele pode ser enviado ao desenvolvedor (no caso de uma contribuição) ou para o compilador (no caso de um mapa). Para saber como localizar o desenvolvedor da área para a qual você deseja contribuir ou para localizar o compilador do produto a que pertence o mapa que você desenvolve, leia os itens 1.2.2.1 e 1.2.2.2 deste documento.
O arquivo a ser enviado é o arquivo de extensão *.gtm e lembre-se: o nome do arquivo do mapa-base não deve ser alterado.
Normalmente os mapas são enviados ao compilador até o dia 10 de cada mês, assim até o dia 15 é lançada a nova versão do produto.
O compilador pode recusar um mapa por qualquer um dos seguintes motivos: Dados fora do padrão de formatação; Dados fora das fronteiras do mapa.
